Antes de mais nada quero deixar algumas coisas bem claras:
1- Eu gosto de festas. Muito.
2- Eu gosto de dormir tanto quanto eu gosto de festas.
3- Eu não ligo pro que você faz com a sua vida contanto que não prejudique ninguém.
Claro? Como água de nascente, imagino.
Acho chato pra caramba esse pessoal que reclama de qualquer atitude mundana nos perfis sociais por aí. Mas devo admitir que não os culpo: tem gente que faz por merecer às vezes. Também não quero esculachar ninguém. Só vou dividir aqui uma historinha porque deu vontade.
Nos mudamos para cá há um ano. Nada demais, ainda é o mesmo bairro e tudo. Quase todos se conhecem e existe aquela sensação de Vila Sésamo, sabe? Se nem todos sabem o seu nome pelo menos te cumprimentam.
Desde sempre (antes mesmo de vir pra cá) um certo vizinho (e eu juro mesmo que o barulho é tão insuportável que não dá nem pra saber direito quem é o meliante) usa seus finais de semana para festas. Até aí tudo bem, eu sou a favor disso. A vida fica muito chata se você não dá uma relaxada vez em sempre. Só que para tudo existe um limite e esse infeliz já o ultrapassou há tempos.
Todos os finais de semana em que acontecem as tais festas você pode ter certeza que:
1- Eles não vão terminar antes das 4 da manhã;
2- Eles fazem questão que todos saibam o que se passa na festa.
Não gosto de pagode ou funk ou samba ou essas coisas que eu sei que muita gente gosta, mas eu tento respeitar. Afinal, gosto ruim todos nós temos (e bom também, enfim). Meu problema é saber o que você, querido vizinho, está bebendo, quem você está pegando ou quem é a mais nova barraqueira/cantora/breaca da festa.
Há um ano (em quase todos os sábados) eu tenho que escutar você, ó infeliz vizinho, comemorar como se fosse Carnaval.
Pode me chamar do que quiser, mas eu não ligo pro seu Carnaval. Aliás, eu detesto músicas de Carnaval. Mas você, criatura, ultrapassou todo e qualquer limite que a santa paciência do pessoal aguenta.
No começo eu ignorava. Não queria parecer a velha crica que implica com a vida dos outros. Mas depois de um ano sem poder dormir porque o bendito vizinho não deixa, deixo bem claro: adorei que alguém ligou pra polícia e acabou com o seu Carnaval-não-tão-fora-de-época.
Eu liguei mas acabou que não precisava: três outros vizinhos já tinham feito isso e as ligações ainda chegavam.
Então, por favor… Se você, leitor, for um vizinho festeiro, continue com as suas festas pelo tempo que quiser mas sem atrapalhar ninguém, tá?
Todo mundo adora amigos, música, cerveja e diversão mas nem todos precisam estar no clima pra isso o tempo todo. Bom senso, ok?
Agora eu vou dormir antes que resolvam ignorar as ordens da Polícia. (E antes que o sono desapareça de vez também).
E lembre-se: se algum vizinho mala te encher o saco com um pagodão por um ano seguido, relaxe e disque 190. Com certeza você não será o único e com certeza eles calam a boca e te deixam dormir em paz.
Tags:chatices, cotidiano, socorro, utilidade pública, vizinho
Nessas horas agradeço meu pai reclamão: outro dia ele teve os culhões de ir lá reclamar pelo barulho 2h da manhã. Não era nem festa, as pessoas só passam berrando pelo corredor aberto. O som sobe e é como se eles estivessem dentro da minha casa.
Mal posso esperar pelas festinhas do meu vizinho novo. NOT.