UPDATE! Assista o curta aqui, ó: OLHO
Todo o ano acontece um evento muito legal de curtas, o Kinofórum. E, durante as exibições todas, tem a Noite de Kino, um espaço onde alunos de universidades convidadas tem 36 horas para desenvolver e gravar um curta-metragem que, geralmente, é exibido na noite seguinte.
Ontem foi a exibição do curta que eu participei com o pessoal da Metodista (e até o final das gravações ele ainda não tinha nome, veja bem).
O bicho (lembrem-se: não tinha nome) foi criado no último domingo debaixo de garoa e sofrendo com o vento gelado de São Bernô. O tema era “Escritas do Cinema” e aí o pessoal resolveu homenagear (basicamente, porque tem um monte de outras referências muito bacanas) o western. Resultado: eu, Cuba e Joaquim brincando de assassinos de bangue bangue.
Como não vi o produto final (ainda) vou tentar evitar comentar sobre “o bicho”, mas a história é mais ou menos assim:
Eu e Cuba nos encontramos em uma passarela, ambas armadas, ambas putas da vida como nunca se viu (ok, exagero). Nos olhamos intensamente por alguns segundos…O vento sopra, os animais fogem, as mocinhas assustadas fecham suas janelas, a bola de feno rola pelo cenário com um som escabroso que parece anunciar uma guerra (eu já disse que adoro exagerar? Na verdade não teve nada disso, só a troca de olhares). As duas sacam suas armas e PÁ! Uma de nós morre.
Bom, não vou esconder que fui eu quem virou presunto (mas quem advinhar quem foi o verdadeiro assassino ganha um doce!), porque isso tiraria o intuito da coisa toda e era sobre minha morte que eu queria escrever.
Fiz teatro dos 8 anos até uns 17. Nunca tirei DRT porque você não pensa muito nisso quando é criança. Hoje eu reconsidero, mas aí teria que fazer mais um curso e, honestamente, não dá tempo
Quem sabe depois da faculdade? Enfim… Uma das coisas que sempre tive dificuldade em cena é (advinha só) cair.
Não, coleguinha, cair não consiste apenas em se estatelar no chão de qualquer jeito. Quando você faz isso pelo menos 30 vezes por ensaio/apresentação, tem que saber fazer direito. E o “fazer direito” consiste em distribuir o impacto pra que você não se machuque toda santa vez.
Não faço a menor idéia de como fazer isso… direito.
Eis que chega a hora da morte. Eu e o trench coat não fomos páreos pra uma bala imaginária. “PÁ!” Grita o diretor e lá se vai a Anita pro chão. Umas cinco vezes, no mínimo.
“Ok, vamos repetir a cena. Outro ângulo agora. Se prepara Anita!”
Mais um sem número de vezes. Outro ângulo. Mais quedas. Até aqui tudo bem.
“Último take. Última tentativa. Vamos lá, Anita! A gente sabe que essa é a boa!”
PÁ! E lá vou eu… queda perfeita! O impacto, a posição do corpo… “É isso aí! Temos!” Uma pausa. “Anita, tudo bem?”
Mais ou menos. A última queda foi realmente boa, mas eu perdi duas coisas: meu joelho e meu Ray Ban Wayfarer que, ironicamente, perdeu uma “perna”.
Ah! Uma prova do crime:

O moletom surrado, as pernas branquelas e o joelho latejante. É, ele tá com aquela cor ridícula e manchada mesmo.
Valeu a pena, no fim das contas. Me diverti pra caramba e tenho certeza que o produto final ficou muito bom. Reza a lenda que eu receberei uma cópia, eventualmente. Divido com vocês assim que chegar.
De resto? Daqui em diante vou me concentrar em papéis mais…hmm…vivos!
ah, q delícia! Pra que manter a integridade física, né?
mas o video ficou pronto? tá no youtube?
bjao
Ator bom tem que se entregar ao personagem…
São ossos do orifício