Redirecionado

22 dez

Como vocês já devem ter percebido, há muito tempo transferi o blog para domínio próprio.
O problema é que o WordPress.com não permite o redirecionamento porque não se pode editar a estrutura do site nem nada sem pagar um custo.

Bad, bad server.

Mas, em todo caso, você pode me encontrar aqui:  http://anitadestro.com/

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Colecionáveis (Conheça o Pinterest)

29 mai

Minha adolescência se passou nos anos 90, então eu lembro de várias modinhas bem recentes.

Uma delas era ter pinboards cheio de fotos e coisas inspiradoras. Originalmente eram feitas de cortiça, depois veio a época das de metal (ou coisa parecida) que vinham acompanhadas de inúmeros ímãs fofinhos… Depois vieram aquelas conceituais, feitas de plástico, só com bolsinhos para você colocar o que quisesse (fotos, recortes, bilhetes, etc). Continue reading 

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Das dúvidas que surgem em dias frios, ao acaso…

28 mai

O que é, de fato, ser maleável?
Quanto se pode mudar e adaptar ao meio sem perder sua essência?
Por que as pessoas tem tanto medo de mostrar o que realmente são?
Nós lidamos constantemente com a argumentação do “Ter para Ser”: Tenha um corpo bonito, uma aparência impecável, coisas caras e exclusivas… Tenha tudo isso e muito mais se quiser ser amado de verdade.
Qual é o problema conosco e como chegamos nesse ponto?
“Ter para Ser” não se trata de uma mera manifestação dos valores da atualidade, mas também de uma distorção de realidade interpretada. Em algum momento no meio do caminho, nossos cérebros entraram em curto e passaram a aceitar padrões de nível discutível. Popozudas, cachorronas, fodões, beberrões, drogados, racistas, extremistas, causadores de caos desnecessário.

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Pequena desordem mental com vírgulas

12 abr

Você gosta do seu trabalho? Da(o) sua(seu) namorada(o)? Da sua vida, em todos os aspectos?

Primeiro te perguntaram o que você gostaria de ser quando crescesse. Aí você inventou qualquer coisa porque “nada” não os faria sorrir. Erro básico, amigo. Quem disse que você tem que fazer todos felizes o tempo todo?

Você foi pra faculdade, escolheu um curso qualquer, um emprego qualquer, uma pessoa qualquer pra transar de vez em quando e ir ao cinema. E continua infeliz…

“Deve ser culpa do outro. É sempre o outro. Eu sou um pobre coitado que sofre com as dores do mundo. Eu passei por tantas coisas ruins na minha vida e essa pessoa que está comigo só me faz ver como tudo é obscuro. É culpa do outro. Vou deixar este ser. É o fim!” Continue reading 

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How could she have the nerve?

7 abr

Oh, my little kitten,
Childish and love smitten,
Don’t come home.
As if you’d stand a single glare
of one of us,
when singing to the door, now.

Que diabos de garota é essa que não dá atenção às nossas bobagens?

Que diabos de garota é essa que acha que pode andar onde quiser?

Falar com quem quiser? Fazer o que quiser?

Ela fugiu, ela está fazendo as malas, ela vai partir. Quem ela pensa que é para nos deixar? Deixar o conforto! A praticidade! As facilidades!

Louca, tonta, besta, perdida! Perdida! Continue reading 

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It’s you that I adore.

7 abr

Era um grupo grande de amigos, colegas e conhecidos e você se destacava, antes de tudo, pela estranheza. Não era nosso, não fazia parte. Mas não havia nenhuma grande magia à sua volta. Era só diferente.

Eles queriam conversar sobre banalidades, quem conhecia quem e quem dormiu com quem… Onde iriam a seguir e quais os planos para o dia seguinte? Nada que me interessasse. Ou a você, não é mesmo?

Dez minutos de conversa depois e obviamente esquecidos pelo resto da turma, partimos. Naquele momento eu percebi que você conseguiria me convencer a fazer qualquer coisa. E convenceu.

Um jantar, um passeio, uma festa, uma reunião de família, fotos, desejos, um dia após o outro.

Acordar juntos depois de uma noite mal dormida por motivos bem, hmm, “nobres”. Dar risada das diferenças e não estar nem aí pro resto das pessoas, contanto que concordássemos e fossemos sinceros um com o outro. A sua verdade era o bastante pra mim e vice-versa.

Ainda assim, acho que corri algumas milhas a mais que você. Eu sempre corro. Na maior parte do tempo sem nem saber o porquê. E você, como toda pessoa sensata o bastante, se assustou. As coisas ficaram estranhas por um momento e então você sorriu… O sorriso mais bonito e espontâneo que eu vi até então.

Nós aceitamos todas as condições, o tempo, as dificuldades.

 

Eu tive muito medo de encarar a “derrota” (você me conhece, nunca admito partidas), por isso vesti minhas roupas o mais silenciosamente possível. Tropecei nas gavetas, derrubei perfumes, chutei os tênis e acertei a quina do armário com o dedinho do pé. O jeito escroto de o meu corpo dizer que não queria sair de fininho. Você só deu um ronco leve e virou para o outro lado. A maior ofensa de todos os tempos.

 

“Estou partindo!” – em alto e bom tom.

“Estou colocando os tênis e abrindo a porta. Estou saindo. Vou embora pra sempre!”- aos berros.

 

Mais um ronco, uma virada, um braço pra fora da cama.

 

“Eu te amo, seu perdido” (Em alguma língua que você ainda não conhece e o mais baixo que pude. Meu corpo poderia até não querer partir, mas minha voz não me trairia a tal ponto).

 

Foram duas despedidas como essa até que finalmente nos separamos.

 

Eu queria me jogar naquela fila e dizer “Não tirem este homem daqui!” como nas comédias românticas, onde tudo dá certo. Mas era visível: o momento era delicado demais, perfeito demais. Qualquer passo em falso derrubaria uma torre de cartas invisíveis.

Passei as últimas três horas em silêncio. Só te ouvindo falar sobre suas aventuras, suas vontades e o que nos esperava.

 

Proibições, restrições, tristezas.

 

Ainda assim, nada mudou. E mais uma vez estamos perto de trazer o irreal para o físico. Transformar distância em piada. Reunidos novamente. Como se os últimos meses tivessem sido tão simples e passado tão rápido que, na verdade, só ficamos uma semana “fora de casa”.

 

In you I see dirty
In you I count stars
In you I feel so pretty
In you I taste god
In you I feel so hungry
In you I crash cars
We must never be apart

 

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And time after time…

3 fev

“…You’ll hear me say that I’m so lucky to be loving you.”

Foi o que disse Chet Baker naquela noite em que você evitou que eu tomasse uma bronca épica. Mas ele disse isso só para mim, ao pé do ouvido, nos meus fones.

Você estava dormindo, meio espremido no banco de trás do táxi, tentando encontrar uma posição confortável no meu colo. A gente deveria ter ficado naquela cidade que a gente gostou tanto. Deveria ter saído com o pessoal e ido para um bar ou uma balada qualquer. Mas eu fiz merda, pra variar. E você, sem pestanejar, ficou ao meu lado.

Hoje o Airo escreveu um texto muito bonitinho sobre metade das coisas que eu queria te dizer. (Não só porque é seu aniversário, veja bem.)

E pra você que está lendo e não se chama Demétrius Daffara, eu já digo: todas as coisas daquela metade ali são extremamente verdadeiras.

Eu sou uma pessoa cheia de manias, contradições, chatices e banalidades como todas as outras. Nada de especial. Como diriam por aí: “extremamente comum”. Mas isso nunca fez com que o aniversariante em questão me tratasse com banalidade.

Copio aqui um trecho do texto do Airo que ilustra um pouco disso:

Estava sempre focado, mas com pelo menos +3 abas de conteúdos variados abertas no navegador. Sorria pra você e perguntava – realmente querendo saber – se você estava bem. E se você resolvesse mentir dizendo que sim ele logo arrastava a cadeira até sua mesa e insistia na pergunta até você dizer o que te afligia naquele dia.

Com você, Dimi, eu nunca fui comum e muito menos banal. Eu passei por um monte de fases ridiculamente chatas durante a faculdade e em um sem número de vezes fui completamente insuportável. Você nunca me “abandonou”.

E é aquele velha história, né? Eu aqui, me acabando em meia dúzia de empregos enquanto não me encontro e você aí, seguindo com os seus planos sempre brilhantes.

Não importa tempo ou distância… “enquanto houver você do outro lado, aqui do outro eu consigo me orientar”. Sempre.

(Baita golpe de sorte esse amor besta e inabalável :) )

Obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada!

Com amor e beijos,

Anita

 

PS.: Ah, sim! Feliz aniversário, seu velho!

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